A exemplo de minha experiência com os computadores, algo semelhante aconteceu com muitos outros produtos e serviços. Falarei a seguir um pouco sobre as desagradáveis experiências que tive com alguns bancos.
Nesta mesma época que comprei meu primeiro computador, também abri minha primeira conta. Devido à exigência de onde trabalhava, abri uma conta poupança no Bradesco e, logo que saí do emprego, fechei-a imediatamente e nunca mais quis saber deste banco, que aliás, na época, era o que tinha as maiores filas. O motivo, além das filas, foi porque certa noite, quando fui fazer uma retirada, o caixa eletrônico engoliu meu cartão e exibiu a mensagem de que ele estava danificado, retendo-o dentro da máquina. Achei aquilo um absurdo. E se eu estivesse numa roubada e precisasse desesperadamente de dinheiro para pegar uma condução? Sorte que estava perto de casa, mas ter de ir ao banco no outro dia, pegar uma fila gigantesca para solicitar outro cartão me deixou realmente estressado. E o pior: o cartão estava em perfeitas condições! Na época, os caixas, tanto do Bradesco quanto do Banco do Brasil, tinham um sistema que os cartões eram sugados pela máquina, lidos e depois expelidos. Toda bendita vez que precisava do caixa eletrônico, sentia calafrios com este sistema.
Logo que troquei de emprego, abri minha conta no Itaú. Era o único na época que não engolia os cartões, além do sistema ser muito mais simples de utilizar. E já eram, desde aquela época, equipados com monitores sensíveis a toque, coisa que até hoje muitos bancos não são.
Quando me mudei da capital paulista para a pernambucana, esbarrei numa deficiência do novo banco. Não havia como transferir a conta. Era preciso abrir uma nova e fechar a antiga. Para isso, claro, era preciso ir até São Paulo pra fazer. Resolvi deixar minha conta lá mesmo.
Devido a esta deficiência, quando me mudei novamente, desta vez para Belo Horizonte, resolvi abrir uma conta em outro banco para experimentar – Quase que o Itaú perde um cliente! – Uma amiga que trabalhava no Santander me ofereceu a conta e um cartão de crédito cheio de benefícios. Abri a conta e, na primeira vez que fui utilizar o caixa eletrônico, já fiquei com um pé atrás por causa dos botões que não eram na tela, como no Itaú, me lembrando muito o Bradesco. Enquanto fazia uma operação, como tenho o costume de conferir os dados para ver se digitei tudo certo, o sistema de repente voltou para a tela inicial, encerrando minha operação. Percebi que não conseguia deixar o sistema inativo pelo tempo que conferia os dados porque sempre ele encerrava. E quando fui cobrar meu cartão de crédito para a gerente, ela me disse que eu ainda não tinha sido aprovado. Respondi indignado: Vocês querem que eu largue minha conta no Itaú, onde tenho cheque especial, cartão de crédito, um sistema de caixa eletrônico e internet que considero muito mais amigável, para ficar com uma conta em um banco que não me oferece nada? Pode fechar. – Muito a contragosto, sob protestos e argumentos sobre os custos em abrir e fechar uma conta, ela encerrou minha conta e não me deu os benefícios – Problema de vocês! – Retruquei.
Recentemente, já morando no interior, precisei abrir uma conta empresa e, como o Itaú ainda não possuía agência na cidade, abri no Banco do Brasil. De princípio já achei seu sistema extremamente complexo. Como que uma pessoa comum consegue utilizar isso? Travei uma verdadeira luta com o banco e o gerente para conseguir utilizar o sistema de cobrança. Tive até de comprar um PC para poder utilizá-lo, já que não era compatível com o MacOS.
Certo dia precisei emitir uns boletos. Como o meu PC deu pau (só podia), fiquei a ver navios com o sistema de cobrança já que ele não pode ser acessado nem pela internet através de um Macintosh. Fui tentar no computador de meu pai. Logo de cara lembrei que precisava cadastrar o bendito no caixa eletrônico para ser utilizado, e lá vou eu. Novamente em frente ao computador, descobri que a carteira que eu possuía não era possível emitir títulos e imprimí-los eu mesmo. Fui novamente para a agência e solicitei uma carteira nova ao gerente. De novo em frente ao computador, inseri os dados do cliente e quando dei o OK, apareceu uma mensagem dizendo que este usuário (no caso eu) não tinha permissão para fazer este tipo de transação. Suei frio e desliguei o computador. Nisso já tinha se passado uns 4 dias desde que havia tentado pela primeira vez emitir os títulos. Lembrei de minha conta pessoal no Itaú e decidi tentar nela mesmo. Liguei meu computador, acessei minha conta e não devo ter gasto nem 5 minutos para emitir e imprimir 3 títulos.
Não estou aqui para defender A nem B, nem dizer o que é melhor ou pior, somente quais marcas se encaixam melhor no meu modo de ver as coisas. Sei que muitos podem odiar o Itaú, a Apple ou qualquer outra empresa que possui minha simpatia, devido, é claro, às suas próprias experiências. Minha intenção aqui é apenas narrar como elas me conquistaram, entre tantas outras. Bancos são um mal necessário, mas se preciso optar por um, será aquele que me traz mais tranquilidade e facilidade em utilizar seus serviços.
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