07 setembro 2010
The Final Frontier - Iron Maiden
Iron Maiden foi uma das bandas que mais ouvi no início de minha vida de roqueiro. Foi, inclusive, o primeiro grande show que assisti, da turnê de Fear of the Dark, nos idos de 1992 no Parque Antarctica.
De lá para cá muita coisa rolou. Para ser bem sincero, o último disco que ouvi do Iron foi X Factor, logo que Bruce Dickinson saiu da banda. Não curti muito o disco, talvez pela falta de carisma do substituto Blaze Bayley. Acabei aos poucos me desinteressando pela banda e, mesmo com as voltas de Bruce e Adrian Smith, só ficava mesmo no terreno seguro dos velhos clássicos.
O que me motivou a ouvir The Final Frontier foram algumas boas críticas que li, que me deixaram um tanto curioso. Depois da volta triunfante do Metallica, nada melhor do que ouvir outro bom disco de outra grande banda das antigas.
O som está um tanto mais progressivo e com uma sonoridade um pouco diferente, mas a base continua o bom e velho Iron Maiden. A primeira música, "Satellite 15... The Final Frontier" leva uns 2 minutos e meio de viagens sonoras até ouvirmos a inconfundível voz de Bruce - Iron Maiden puro! Está tudo ali: o refrão grudento, os solos de guitarra e o baixo de Steve Harris. Sem parar para respirar, surge a famosa "cavalgada" de guitarra. Opa! Já é a segunda, El Dorado. Para mim a música mais empolgante do disco, fazendo jus aos velhos tempos da banda. Bruce não dispensa nem mesmo seus "hahaha's". Não foi à toa que foi escolhida como primeiro single do disco.
Mother of Mercy também lembra alguns antigos clássicos, começa devagar com uma melodia de guitarra, logo acompanhada pelos vocais e aos poucos vai crescendo. Um pouco mais lenta, Coming Home é uma quase balada, melodiosa como só Iron Maiden sabe ser.
The Alchemist acelera trazendo de volta a velha sonoridade da banda, voltando a um ritmo mais lento no início de Isle of Avalon. Introduções lentas são uma característica deste álbum. Mas logo a faixa ganha novamente a força habitual, só voltando a desacelerar em Starblind, que mantém um andamento mais lento.
The Talisman também começa lenta, com um dedilhado instigante, um tanto distante da sonoridade da banda, mas logo volta ao som e peso tradicional.
The Man Who Would Be King começa novamente lenta e aos poucos vai acelerando, com muitas trocas de andamentos e riffs alternados, soando bastante progressiva.
O progressivismo da banda aparece com mais intensidade ainda em When the Wild Wind Blows. Do belo tema inicial surge o inconfundível vocal e aos poucos vai crescendo, mostrando várias alternancias durante seus 11 minutos de duração, fechando o disco com chave de ouro.
The Final Frontier é, em suma, um ótimo disco do Iron Maiden, não distoando em nada dentro da já sua consagrada discografia. Ao invés de ficar apenas reutilizando sua velha fórmula à risca, a banda mostra que envelheceu muito bem, trazendo novas sonoridades sem alterar e se distanciar de seu velho estilo. O bom Deus do metal agradece.
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