Falei de minhas experiências com computadores e bancos e, longe de querer defender tais marcas com unhas e dentes, só pretendo demonstrar aqui, com esta série de textos, minha satisfação com relação a alguns produtos ou serviços de determinadas marcas.
Já ouvi muita gente dizer que o que não se importa com a marca, e sim a qualidade. Ora, mas o que é a marca senão um atestado de qualidade? É, lógico, mais do que isto. A marca representa uma identidade, possui uma imagem e valores que são construídos com o decorrer do tempo a altos custos e estratégias de marketing.
Uma marca que sempre admirei foi a Timberland. Seu posicionamento de mercado e sua imagem são verdadeiros espelhos de meu estilo de vida. Mas só isto não basta, é preciso que seus produtos sejam bons.
Só me tornei realmente fã depois que comprei meu primeiro modelo da marca. Era um cano baixo que de longe foi o mais confortável que já tive em toda minha vida. Seu conforto me lembrava os antigos Kichutes (devo ter tido uns trinta dele na infância). Usava pra tudo, no dia-a-dia, para caminhar, correr e, claro, andar em trilhas.
Mas antes que alguém me acuse de já ter uma predisposição em gostar de seus produtos, influenciado pela minha identificação com a imagem da marca, conto que um pouco antes deste, tive um da Adidas (outra marca que também admiro bastante). Era um modelo cano alto, muito bonito, mas terrivelmente anti-funcional. Além das bolhas que provocavam em meu calcanhar, era um sabão em pisos molhados. Imagine uma bota outdoor, com solado cheio de travas, que escorrega!
Depois que este Timberland ficou velho, comprei um outro modelo, agora de cano alto, que continua até hoje trazendo consigo as mesmas qualidades do anterior. Mas precisava de um novo cano baixo e acabei escolhendo um da Bull Terrier, simplesmente porque o único modelo da Timberland que encontrei na loja era o mesmo que eu já tive. Apesar de ter adorado o ténis, não estava muito afim de repetir. Saí da loja com o Bull Terrier e uma pulga atrás da orelha.
Logo nos primeiros dias uma coisa começou a me incomodar terrivelmente: a palmilha escorregava sob meus pés! Ficou tão insuportável a situação que tive de colá-la. Notei também que começou a rasgar o tecido em alguns pontos. Ele é até razoavelmente confortável (depois de ter colado a palmilha), mas encontra-se a anos-luz da satisfação que tenho como os produtos da Timberland.
Descobri recentemente no livro Marketing 3.0, de Phillipe Koetler, que a Timberland possui valores muito fortes que não só fazem parte de sua estratégia de marketing como também estão intimamente ligados ao espírito da marca. Mesmo numa época turbulenta, não abandonaram seus valores e seu comprometimento social, dando continuidade em suas ações. Isso realmente foi a cereja do bolo e já me preparo para escolher o próximo modelo.
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