29 setembro 2010
Nação Zumbi
Achava que era só uma impressão minha mas um comentário aqui outro ali me fez perceber que a coisa tá ficando séria. O brasileiro está cada vez mais alienado. É um fato! Passamos por uma situaçao da qual nunca imaginei que pudesse existir num mundo onde o que manda é a informação.
É uma triste realidade, mas o brasileiro se transformou em um povo conformista. Das antigas lutas por direitos só sobraram as caras pintadas, de palhaço é claro. O pouco do poder de consumo conquistado pelas classes mais baixas é o suficiente para a vista grossa que a nação faz com relação aos problemas sociais – Tenho meu bolsa família, então o resto não importa! Reforma política e tributária pra quê? Corrupção? Deixa eles, contanto que não aumente a prestação da minha geladeira.
Outro dia vi uma pesquisa onde o brasileiro relacionava os maiores problemas do país e a educação passava longe. É claro, seria um paradoxo, se o povo dissesse que a educação é um dos maiores problemas sociais, então obviamente ela não seria um problema. Temos um dos piores sistemas de ensino do mundo e, consequentemente, um nível baixíssimo de instrução. Sobram vagas de emprego por falta de capacitação ao mesmo tempo em que o Sebrae não consegue completar turmas de seus cursos. Seria irônico se não fosse trágico. Só se fala na violência e nas drogas, como se a (falta de) educação não tivesse qualquer relação. E digo o mesmo de outro sério problema que é a saúde.
Estamos próximos de uma eleição onde a população parece agir anestesiada. Seguem a recomendação de voto de um governo com um índice absurdo de aprovação, sem qualquer questionamento. Os inúmeros escândalos de corrupção já viraram parte da peça e nem indignação existe mais. Voltamos ao populismo num preocupante retrocesso político que não se iguala nem mesmo à Era Vargas, que pelo menos dividia o país. E a oposição colabora com a falta de alternativas e planos de goveno. Intelectuais e formadores de opinião já discutem o futuro dos partidos opositores após as eleições.
A falta de questionamento fica também muito evidente na música. Tudo o que vemos é a reciclagem de velhos ritimos populares sob novos rótulos onde nem o rock e a MPB, antigos redutos de mentes criativas, escapam. Na cultura de massa assistimos há mais de três décadas uma ciranda de vai e vém dos mesmos estilos, tudo reciclado como se fosse moderninho, conforme manda a moda do momento. Forró, pagode, sertanejo combinados as novos sobrenomes: romântico, universitário, de raiz, e por aí vai. A nova MPB só sabe regravar e se reciclar, sem qualquer inovação. O rock foi mastigado e cuspido sob formas coloridas e infantilizadas e a cena underground não consegue mostrar nada mais empolgante que possa crescer em forma de um movimento.
Vivemos um preocupante hiato cultural. Não há movimentos, questionamentos, protestos, nada que molde a arte de forma criativa e inovadora. O culto às celebridades é preocupante. No Brasil a mídia transforma em celebridade até uma moça que foi à faculdade usando um vestido curto. Os meios só giram ao redor dos péssimos produtos que ela mesma produz, que por sua vez são consumidos cegamente por uma população zumbi.
Este é o Brasil em que vivemos, claramente influenciado por um efeito global, uma onda ecoada principalmente pelos países ocidentais economicamente desenvolvidos. Tribos, estilos musicais e, se é que assim podemos chamar, movimentos completamente destituídos de qualquer conteúdo. A cultura massificada sempre existiu, é claro, porém, sempre acompanhada de um contraponto onde novas idéias eram discutidas e apresentadas, o que sinceramente não vejo nos dias atuais. Hoje, ela caminha solitária, envolvente e avassaladora, arrebatando corações e mentes entorpecidas.
Assim o país avança, preocupado com a conquista do hexa e com quem continua na casa do próximo reality show. Estamos à beira do precipício. Pra frente Brasil!
24 setembro 2010
Tornado-se fã de uma marca - Parte 3
Falei de minhas experiências com computadores e bancos e, longe de querer defender tais marcas com unhas e dentes, só pretendo demonstrar aqui, com esta série de textos, minha satisfação com relação a alguns produtos ou serviços de determinadas marcas.
Já ouvi muita gente dizer que o que não se importa com a marca, e sim a qualidade. Ora, mas o que é a marca senão um atestado de qualidade? É, lógico, mais do que isto. A marca representa uma identidade, possui uma imagem e valores que são construídos com o decorrer do tempo a altos custos e estratégias de marketing.
Uma marca que sempre admirei foi a Timberland. Seu posicionamento de mercado e sua imagem são verdadeiros espelhos de meu estilo de vida. Mas só isto não basta, é preciso que seus produtos sejam bons.
Só me tornei realmente fã depois que comprei meu primeiro modelo da marca. Era um cano baixo que de longe foi o mais confortável que já tive em toda minha vida. Seu conforto me lembrava os antigos Kichutes (devo ter tido uns trinta dele na infância). Usava pra tudo, no dia-a-dia, para caminhar, correr e, claro, andar em trilhas.
Mas antes que alguém me acuse de já ter uma predisposição em gostar de seus produtos, influenciado pela minha identificação com a imagem da marca, conto que um pouco antes deste, tive um da Adidas (outra marca que também admiro bastante). Era um modelo cano alto, muito bonito, mas terrivelmente anti-funcional. Além das bolhas que provocavam em meu calcanhar, era um sabão em pisos molhados. Imagine uma bota outdoor, com solado cheio de travas, que escorrega!
Depois que este Timberland ficou velho, comprei um outro modelo, agora de cano alto, que continua até hoje trazendo consigo as mesmas qualidades do anterior. Mas precisava de um novo cano baixo e acabei escolhendo um da Bull Terrier, simplesmente porque o único modelo da Timberland que encontrei na loja era o mesmo que eu já tive. Apesar de ter adorado o ténis, não estava muito afim de repetir. Saí da loja com o Bull Terrier e uma pulga atrás da orelha.
Logo nos primeiros dias uma coisa começou a me incomodar terrivelmente: a palmilha escorregava sob meus pés! Ficou tão insuportável a situação que tive de colá-la. Notei também que começou a rasgar o tecido em alguns pontos. Ele é até razoavelmente confortável (depois de ter colado a palmilha), mas encontra-se a anos-luz da satisfação que tenho como os produtos da Timberland.
Descobri recentemente no livro Marketing 3.0, de Phillipe Koetler, que a Timberland possui valores muito fortes que não só fazem parte de sua estratégia de marketing como também estão intimamente ligados ao espírito da marca. Mesmo numa época turbulenta, não abandonaram seus valores e seu comprometimento social, dando continuidade em suas ações. Isso realmente foi a cereja do bolo e já me preparo para escolher o próximo modelo.
Já ouvi muita gente dizer que o que não se importa com a marca, e sim a qualidade. Ora, mas o que é a marca senão um atestado de qualidade? É, lógico, mais do que isto. A marca representa uma identidade, possui uma imagem e valores que são construídos com o decorrer do tempo a altos custos e estratégias de marketing.
Uma marca que sempre admirei foi a Timberland. Seu posicionamento de mercado e sua imagem são verdadeiros espelhos de meu estilo de vida. Mas só isto não basta, é preciso que seus produtos sejam bons.
Só me tornei realmente fã depois que comprei meu primeiro modelo da marca. Era um cano baixo que de longe foi o mais confortável que já tive em toda minha vida. Seu conforto me lembrava os antigos Kichutes (devo ter tido uns trinta dele na infância). Usava pra tudo, no dia-a-dia, para caminhar, correr e, claro, andar em trilhas.
Mas antes que alguém me acuse de já ter uma predisposição em gostar de seus produtos, influenciado pela minha identificação com a imagem da marca, conto que um pouco antes deste, tive um da Adidas (outra marca que também admiro bastante). Era um modelo cano alto, muito bonito, mas terrivelmente anti-funcional. Além das bolhas que provocavam em meu calcanhar, era um sabão em pisos molhados. Imagine uma bota outdoor, com solado cheio de travas, que escorrega!
Depois que este Timberland ficou velho, comprei um outro modelo, agora de cano alto, que continua até hoje trazendo consigo as mesmas qualidades do anterior. Mas precisava de um novo cano baixo e acabei escolhendo um da Bull Terrier, simplesmente porque o único modelo da Timberland que encontrei na loja era o mesmo que eu já tive. Apesar de ter adorado o ténis, não estava muito afim de repetir. Saí da loja com o Bull Terrier e uma pulga atrás da orelha.
Logo nos primeiros dias uma coisa começou a me incomodar terrivelmente: a palmilha escorregava sob meus pés! Ficou tão insuportável a situação que tive de colá-la. Notei também que começou a rasgar o tecido em alguns pontos. Ele é até razoavelmente confortável (depois de ter colado a palmilha), mas encontra-se a anos-luz da satisfação que tenho como os produtos da Timberland.
Descobri recentemente no livro Marketing 3.0, de Phillipe Koetler, que a Timberland possui valores muito fortes que não só fazem parte de sua estratégia de marketing como também estão intimamente ligados ao espírito da marca. Mesmo numa época turbulenta, não abandonaram seus valores e seu comprometimento social, dando continuidade em suas ações. Isso realmente foi a cereja do bolo e já me preparo para escolher o próximo modelo.
20 setembro 2010
Campanha da Ikea apoiada em Facebook ganha Cannes
Muito se fala em redes sociais mas pouco são as ações que realmente exploram suas possibilidades.
A Ikea, grande rede sueca de artigos para casa, fez uma ação para divulgar uma nova franquia na cidade de Malmo (Suécia) que foi um grande sucesso.
Foi criada uma conta na rede do futuro gerente da nova loja, onde, durante duas semanas, foi feito um showroom através de fotos, que eram liberadas para que os consumidores pudessem adicionar tags e ganhassem produtos da loja. Quem adicionasse primeiro uma tag ganhava o produto.
A ação gerou um fortíssimo viral criando posts que apareciam nos perfis dos consumidores e eram divulgados para seus amigos, atingindo centenas de pessoas com uma campanha de custo baixíssimo.
A Ikea, grande rede sueca de artigos para casa, fez uma ação para divulgar uma nova franquia na cidade de Malmo (Suécia) que foi um grande sucesso.
Foi criada uma conta na rede do futuro gerente da nova loja, onde, durante duas semanas, foi feito um showroom através de fotos, que eram liberadas para que os consumidores pudessem adicionar tags e ganhassem produtos da loja. Quem adicionasse primeiro uma tag ganhava o produto.
A ação gerou um fortíssimo viral criando posts que apareciam nos perfis dos consumidores e eram divulgados para seus amigos, atingindo centenas de pessoas com uma campanha de custo baixíssimo.
16 setembro 2010
Tornando-se fã de uma marca - Parte 2
A exemplo de minha experiência com os computadores, algo semelhante aconteceu com muitos outros produtos e serviços. Falarei a seguir um pouco sobre as desagradáveis experiências que tive com alguns bancos.
Nesta mesma época que comprei meu primeiro computador, também abri minha primeira conta. Devido à exigência de onde trabalhava, abri uma conta poupança no Bradesco e, logo que saí do emprego, fechei-a imediatamente e nunca mais quis saber deste banco, que aliás, na época, era o que tinha as maiores filas. O motivo, além das filas, foi porque certa noite, quando fui fazer uma retirada, o caixa eletrônico engoliu meu cartão e exibiu a mensagem de que ele estava danificado, retendo-o dentro da máquina. Achei aquilo um absurdo. E se eu estivesse numa roubada e precisasse desesperadamente de dinheiro para pegar uma condução? Sorte que estava perto de casa, mas ter de ir ao banco no outro dia, pegar uma fila gigantesca para solicitar outro cartão me deixou realmente estressado. E o pior: o cartão estava em perfeitas condições! Na época, os caixas, tanto do Bradesco quanto do Banco do Brasil, tinham um sistema que os cartões eram sugados pela máquina, lidos e depois expelidos. Toda bendita vez que precisava do caixa eletrônico, sentia calafrios com este sistema.
Logo que troquei de emprego, abri minha conta no Itaú. Era o único na época que não engolia os cartões, além do sistema ser muito mais simples de utilizar. E já eram, desde aquela época, equipados com monitores sensíveis a toque, coisa que até hoje muitos bancos não são.
Quando me mudei da capital paulista para a pernambucana, esbarrei numa deficiência do novo banco. Não havia como transferir a conta. Era preciso abrir uma nova e fechar a antiga. Para isso, claro, era preciso ir até São Paulo pra fazer. Resolvi deixar minha conta lá mesmo.
Devido a esta deficiência, quando me mudei novamente, desta vez para Belo Horizonte, resolvi abrir uma conta em outro banco para experimentar – Quase que o Itaú perde um cliente! – Uma amiga que trabalhava no Santander me ofereceu a conta e um cartão de crédito cheio de benefícios. Abri a conta e, na primeira vez que fui utilizar o caixa eletrônico, já fiquei com um pé atrás por causa dos botões que não eram na tela, como no Itaú, me lembrando muito o Bradesco. Enquanto fazia uma operação, como tenho o costume de conferir os dados para ver se digitei tudo certo, o sistema de repente voltou para a tela inicial, encerrando minha operação. Percebi que não conseguia deixar o sistema inativo pelo tempo que conferia os dados porque sempre ele encerrava. E quando fui cobrar meu cartão de crédito para a gerente, ela me disse que eu ainda não tinha sido aprovado. Respondi indignado: Vocês querem que eu largue minha conta no Itaú, onde tenho cheque especial, cartão de crédito, um sistema de caixa eletrônico e internet que considero muito mais amigável, para ficar com uma conta em um banco que não me oferece nada? Pode fechar. – Muito a contragosto, sob protestos e argumentos sobre os custos em abrir e fechar uma conta, ela encerrou minha conta e não me deu os benefícios – Problema de vocês! – Retruquei.
Recentemente, já morando no interior, precisei abrir uma conta empresa e, como o Itaú ainda não possuía agência na cidade, abri no Banco do Brasil. De princípio já achei seu sistema extremamente complexo. Como que uma pessoa comum consegue utilizar isso? Travei uma verdadeira luta com o banco e o gerente para conseguir utilizar o sistema de cobrança. Tive até de comprar um PC para poder utilizá-lo, já que não era compatível com o MacOS.
Certo dia precisei emitir uns boletos. Como o meu PC deu pau (só podia), fiquei a ver navios com o sistema de cobrança já que ele não pode ser acessado nem pela internet através de um Macintosh. Fui tentar no computador de meu pai. Logo de cara lembrei que precisava cadastrar o bendito no caixa eletrônico para ser utilizado, e lá vou eu. Novamente em frente ao computador, descobri que a carteira que eu possuía não era possível emitir títulos e imprimí-los eu mesmo. Fui novamente para a agência e solicitei uma carteira nova ao gerente. De novo em frente ao computador, inseri os dados do cliente e quando dei o OK, apareceu uma mensagem dizendo que este usuário (no caso eu) não tinha permissão para fazer este tipo de transação. Suei frio e desliguei o computador. Nisso já tinha se passado uns 4 dias desde que havia tentado pela primeira vez emitir os títulos. Lembrei de minha conta pessoal no Itaú e decidi tentar nela mesmo. Liguei meu computador, acessei minha conta e não devo ter gasto nem 5 minutos para emitir e imprimir 3 títulos.
Não estou aqui para defender A nem B, nem dizer o que é melhor ou pior, somente quais marcas se encaixam melhor no meu modo de ver as coisas. Sei que muitos podem odiar o Itaú, a Apple ou qualquer outra empresa que possui minha simpatia, devido, é claro, às suas próprias experiências. Minha intenção aqui é apenas narrar como elas me conquistaram, entre tantas outras. Bancos são um mal necessário, mas se preciso optar por um, será aquele que me traz mais tranquilidade e facilidade em utilizar seus serviços.
Nesta mesma época que comprei meu primeiro computador, também abri minha primeira conta. Devido à exigência de onde trabalhava, abri uma conta poupança no Bradesco e, logo que saí do emprego, fechei-a imediatamente e nunca mais quis saber deste banco, que aliás, na época, era o que tinha as maiores filas. O motivo, além das filas, foi porque certa noite, quando fui fazer uma retirada, o caixa eletrônico engoliu meu cartão e exibiu a mensagem de que ele estava danificado, retendo-o dentro da máquina. Achei aquilo um absurdo. E se eu estivesse numa roubada e precisasse desesperadamente de dinheiro para pegar uma condução? Sorte que estava perto de casa, mas ter de ir ao banco no outro dia, pegar uma fila gigantesca para solicitar outro cartão me deixou realmente estressado. E o pior: o cartão estava em perfeitas condições! Na época, os caixas, tanto do Bradesco quanto do Banco do Brasil, tinham um sistema que os cartões eram sugados pela máquina, lidos e depois expelidos. Toda bendita vez que precisava do caixa eletrônico, sentia calafrios com este sistema.
Logo que troquei de emprego, abri minha conta no Itaú. Era o único na época que não engolia os cartões, além do sistema ser muito mais simples de utilizar. E já eram, desde aquela época, equipados com monitores sensíveis a toque, coisa que até hoje muitos bancos não são.
Quando me mudei da capital paulista para a pernambucana, esbarrei numa deficiência do novo banco. Não havia como transferir a conta. Era preciso abrir uma nova e fechar a antiga. Para isso, claro, era preciso ir até São Paulo pra fazer. Resolvi deixar minha conta lá mesmo.
Devido a esta deficiência, quando me mudei novamente, desta vez para Belo Horizonte, resolvi abrir uma conta em outro banco para experimentar – Quase que o Itaú perde um cliente! – Uma amiga que trabalhava no Santander me ofereceu a conta e um cartão de crédito cheio de benefícios. Abri a conta e, na primeira vez que fui utilizar o caixa eletrônico, já fiquei com um pé atrás por causa dos botões que não eram na tela, como no Itaú, me lembrando muito o Bradesco. Enquanto fazia uma operação, como tenho o costume de conferir os dados para ver se digitei tudo certo, o sistema de repente voltou para a tela inicial, encerrando minha operação. Percebi que não conseguia deixar o sistema inativo pelo tempo que conferia os dados porque sempre ele encerrava. E quando fui cobrar meu cartão de crédito para a gerente, ela me disse que eu ainda não tinha sido aprovado. Respondi indignado: Vocês querem que eu largue minha conta no Itaú, onde tenho cheque especial, cartão de crédito, um sistema de caixa eletrônico e internet que considero muito mais amigável, para ficar com uma conta em um banco que não me oferece nada? Pode fechar. – Muito a contragosto, sob protestos e argumentos sobre os custos em abrir e fechar uma conta, ela encerrou minha conta e não me deu os benefícios – Problema de vocês! – Retruquei.
Recentemente, já morando no interior, precisei abrir uma conta empresa e, como o Itaú ainda não possuía agência na cidade, abri no Banco do Brasil. De princípio já achei seu sistema extremamente complexo. Como que uma pessoa comum consegue utilizar isso? Travei uma verdadeira luta com o banco e o gerente para conseguir utilizar o sistema de cobrança. Tive até de comprar um PC para poder utilizá-lo, já que não era compatível com o MacOS.
Certo dia precisei emitir uns boletos. Como o meu PC deu pau (só podia), fiquei a ver navios com o sistema de cobrança já que ele não pode ser acessado nem pela internet através de um Macintosh. Fui tentar no computador de meu pai. Logo de cara lembrei que precisava cadastrar o bendito no caixa eletrônico para ser utilizado, e lá vou eu. Novamente em frente ao computador, descobri que a carteira que eu possuía não era possível emitir títulos e imprimí-los eu mesmo. Fui novamente para a agência e solicitei uma carteira nova ao gerente. De novo em frente ao computador, inseri os dados do cliente e quando dei o OK, apareceu uma mensagem dizendo que este usuário (no caso eu) não tinha permissão para fazer este tipo de transação. Suei frio e desliguei o computador. Nisso já tinha se passado uns 4 dias desde que havia tentado pela primeira vez emitir os títulos. Lembrei de minha conta pessoal no Itaú e decidi tentar nela mesmo. Liguei meu computador, acessei minha conta e não devo ter gasto nem 5 minutos para emitir e imprimir 3 títulos.
Não estou aqui para defender A nem B, nem dizer o que é melhor ou pior, somente quais marcas se encaixam melhor no meu modo de ver as coisas. Sei que muitos podem odiar o Itaú, a Apple ou qualquer outra empresa que possui minha simpatia, devido, é claro, às suas próprias experiências. Minha intenção aqui é apenas narrar como elas me conquistaram, entre tantas outras. Bancos são um mal necessário, mas se preciso optar por um, será aquele que me traz mais tranquilidade e facilidade em utilizar seus serviços.
14 setembro 2010
Tornando-se fã de uma marca - Parte 1
Por quê escolhemos uma marca? Esta pergunta pode ser respondida de várias maneiras, dependendo do produto ou serviço, da forma como convivemos com ele, do tipo da compra e etc. Agora, por quê nos tornamos fãs de uma marca? Eu responderia da seguinte maneira: porque compartilhamos dos mesmos valores e percepção de mundo que a empresa.
Meu primeiro computador foi um PC Frankenstein, daqueles montados no fundo de quintal e softwares piratas. Comprei pela necessidade e, claro, pelo preço. Este computador me trouxe tantos problemas que quase o atirei pela janela do 13º andar do prédio que morava. Além dos constantes paus, nunca consegui me entender muito bem com o tal do Windows. O achava complicado e burocrático, o que ia contra minha visão de mundo de como um software devia ser. Desde o início, peguei uma bronca gigantesca da Microsoft e nunca consegui gostar de qualquer produto desenvolvido por ela.
Influenciado pelo curso de publicidade, optei por me livrar do frank e adquiri meu primeiro Macintosh. Além da impressionante estabilidade do hardware, o que mais me atraiu na marca era seu software, muito mais intuitivo para meus padrões. O resultado é acabei me tornando um daqueles Apple fãs chatos. Achava que as pessoas usavam Windows muito mais pela conformidade do que pela real admiração pela empresa, o que não deixava de ser um pouco de verdade.
Quando comprei meu primeiro Apple me chamaram de louco – É uma empresa que está à beira da falência e você não vai encontrar programas pra instalar! – Realmente, a Apple estava à beira da falência na época, mas nunca acreditei que ela fosse realmente fechar as portas. Além de muito difundida no mercado de produção gráfica, design, publicidade, vídeo e som, seus usuários low end eram fãs ardorosos da marca. Respondia: A Apple é como a Land Rover e a Harley Davidson, mesmo não sendo líderes de mercado, possui uma legião de fãs que sempre vão comprar seus produtos.
O tempo passou, a empresa saiu da crise e é hoje uma das mais inovadoras do setor de tecnologia, atraindo ainda mais fãs que fazem filas gigantescas para comprar seus produtos. Apesar disso, hoje enxergo as coisas de maneira mais sensata e, mesmo a Apple não compartilhando de todos meus valores (incluo aí as questões de sustentabilidade e consumo), ainda admiro a marca por continuar com a mesma percepção de mundo que a minha, no que se refere à funcionalidade de seus produtos.
Podemos comprar produtos às vezes por necessidade, optar por algo mais barato por economia, mas uma marca só atrai fãs comprometendo-se com a qualidade, funcionalidade e compartilhando percepções de mundo semelhantes a de seus clientes. Nos dias de hoje ainda valem as questões ambientais e o comprometimento social, coisa que a Apple ainda precisa de uns passos um pouco mais largos.
Meu primeiro computador foi um PC Frankenstein, daqueles montados no fundo de quintal e softwares piratas. Comprei pela necessidade e, claro, pelo preço. Este computador me trouxe tantos problemas que quase o atirei pela janela do 13º andar do prédio que morava. Além dos constantes paus, nunca consegui me entender muito bem com o tal do Windows. O achava complicado e burocrático, o que ia contra minha visão de mundo de como um software devia ser. Desde o início, peguei uma bronca gigantesca da Microsoft e nunca consegui gostar de qualquer produto desenvolvido por ela.
Influenciado pelo curso de publicidade, optei por me livrar do frank e adquiri meu primeiro Macintosh. Além da impressionante estabilidade do hardware, o que mais me atraiu na marca era seu software, muito mais intuitivo para meus padrões. O resultado é acabei me tornando um daqueles Apple fãs chatos. Achava que as pessoas usavam Windows muito mais pela conformidade do que pela real admiração pela empresa, o que não deixava de ser um pouco de verdade.
Quando comprei meu primeiro Apple me chamaram de louco – É uma empresa que está à beira da falência e você não vai encontrar programas pra instalar! – Realmente, a Apple estava à beira da falência na época, mas nunca acreditei que ela fosse realmente fechar as portas. Além de muito difundida no mercado de produção gráfica, design, publicidade, vídeo e som, seus usuários low end eram fãs ardorosos da marca. Respondia: A Apple é como a Land Rover e a Harley Davidson, mesmo não sendo líderes de mercado, possui uma legião de fãs que sempre vão comprar seus produtos.
O tempo passou, a empresa saiu da crise e é hoje uma das mais inovadoras do setor de tecnologia, atraindo ainda mais fãs que fazem filas gigantescas para comprar seus produtos. Apesar disso, hoje enxergo as coisas de maneira mais sensata e, mesmo a Apple não compartilhando de todos meus valores (incluo aí as questões de sustentabilidade e consumo), ainda admiro a marca por continuar com a mesma percepção de mundo que a minha, no que se refere à funcionalidade de seus produtos.
Podemos comprar produtos às vezes por necessidade, optar por algo mais barato por economia, mas uma marca só atrai fãs comprometendo-se com a qualidade, funcionalidade e compartilhando percepções de mundo semelhantes a de seus clientes. Nos dias de hoje ainda valem as questões ambientais e o comprometimento social, coisa que a Apple ainda precisa de uns passos um pouco mais largos.
Sym-Bionic Titan
Novo desenho de Genndy Tartakovsky (Samurai Jack, O Laboratório de Dexter) tem trailer e estréia no Cartoon Network dos EUA nesta sexta-feira.
A série acompanha três adolescente alienígenas que caem na Terra quando fugiam do General Modula, que dominou seu planeta, Galaluna. São eles Ilana, a princesa do planeta, Lance, um soldado rebelde mas capaz, e Octus, um robô biocibernético. Na Terra, eles são forçados a se misturar à população de Sherman, no Illinois, e posar de estudantes de colegial, enquanto o general segue tentando atingir a princesa Ilana com seu exército galáctico. Sym-Bionic Titan é o nome do megarobô que o trio forma para se defender dos ataques.
A série acompanha três adolescente alienígenas que caem na Terra quando fugiam do General Modula, que dominou seu planeta, Galaluna. São eles Ilana, a princesa do planeta, Lance, um soldado rebelde mas capaz, e Octus, um robô biocibernético. Na Terra, eles são forçados a se misturar à população de Sherman, no Illinois, e posar de estudantes de colegial, enquanto o general segue tentando atingir a princesa Ilana com seu exército galáctico. Sym-Bionic Titan é o nome do megarobô que o trio forma para se defender dos ataques.
11 setembro 2010
Ilustrações vetoriais
Criei estes personagens surreiais para um cliente de BH, seguindo suas próprias idéias, mas não sei o que foi feito dos mesmos. Se chamavam Turma do Batata Quente.
07 setembro 2010
The Final Frontier - Iron Maiden
Iron Maiden foi uma das bandas que mais ouvi no início de minha vida de roqueiro. Foi, inclusive, o primeiro grande show que assisti, da turnê de Fear of the Dark, nos idos de 1992 no Parque Antarctica.
De lá para cá muita coisa rolou. Para ser bem sincero, o último disco que ouvi do Iron foi X Factor, logo que Bruce Dickinson saiu da banda. Não curti muito o disco, talvez pela falta de carisma do substituto Blaze Bayley. Acabei aos poucos me desinteressando pela banda e, mesmo com as voltas de Bruce e Adrian Smith, só ficava mesmo no terreno seguro dos velhos clássicos.
O que me motivou a ouvir The Final Frontier foram algumas boas críticas que li, que me deixaram um tanto curioso. Depois da volta triunfante do Metallica, nada melhor do que ouvir outro bom disco de outra grande banda das antigas.
O som está um tanto mais progressivo e com uma sonoridade um pouco diferente, mas a base continua o bom e velho Iron Maiden. A primeira música, "Satellite 15... The Final Frontier" leva uns 2 minutos e meio de viagens sonoras até ouvirmos a inconfundível voz de Bruce - Iron Maiden puro! Está tudo ali: o refrão grudento, os solos de guitarra e o baixo de Steve Harris. Sem parar para respirar, surge a famosa "cavalgada" de guitarra. Opa! Já é a segunda, El Dorado. Para mim a música mais empolgante do disco, fazendo jus aos velhos tempos da banda. Bruce não dispensa nem mesmo seus "hahaha's". Não foi à toa que foi escolhida como primeiro single do disco.
Mother of Mercy também lembra alguns antigos clássicos, começa devagar com uma melodia de guitarra, logo acompanhada pelos vocais e aos poucos vai crescendo. Um pouco mais lenta, Coming Home é uma quase balada, melodiosa como só Iron Maiden sabe ser.
The Alchemist acelera trazendo de volta a velha sonoridade da banda, voltando a um ritmo mais lento no início de Isle of Avalon. Introduções lentas são uma característica deste álbum. Mas logo a faixa ganha novamente a força habitual, só voltando a desacelerar em Starblind, que mantém um andamento mais lento.
The Talisman também começa lenta, com um dedilhado instigante, um tanto distante da sonoridade da banda, mas logo volta ao som e peso tradicional.
The Man Who Would Be King começa novamente lenta e aos poucos vai acelerando, com muitas trocas de andamentos e riffs alternados, soando bastante progressiva.
O progressivismo da banda aparece com mais intensidade ainda em When the Wild Wind Blows. Do belo tema inicial surge o inconfundível vocal e aos poucos vai crescendo, mostrando várias alternancias durante seus 11 minutos de duração, fechando o disco com chave de ouro.
The Final Frontier é, em suma, um ótimo disco do Iron Maiden, não distoando em nada dentro da já sua consagrada discografia. Ao invés de ficar apenas reutilizando sua velha fórmula à risca, a banda mostra que envelheceu muito bem, trazendo novas sonoridades sem alterar e se distanciar de seu velho estilo. O bom Deus do metal agradece.
02 setembro 2010
Homenagem de Superman/Batman a Calvin & Haroldo
Bill Waterson é meu maior ídolo nos quadrinhos, e adorei a homenagem que recebeu de Brian Azzarello e Lee Bermejo na revista comemorativa Superman/Batman #75. Na história, Lex Luthor e Coringa conversam na clássica cena a la Calvin e Haroldo debaixo da árvore, com os vilões fazendo as vezes dos dois personagens.
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